Nossa história
A ideia de criar uma organização da sociedade civil para ajudar mulheres em situação de violência surgiu logo após o dia 05 de Dezembro de 2013, quando houve uma audiência pública na Câmara Municipal de Várzea Grande com o tema: Laço Branco e Violência Contra a Mulher. Naquela ocasião foram apresentados números de processos pela Juíza da Vara de Violência Doméstica de Várzea Grande, números de inquéritos pela Delegada da Delegacia Especializada da Mulher de Várzea Grande, um diagnóstico nada animador pela Superintendente de Políticas para Mulheres do Estado, algumas reivindicações pela presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Várzea Grande bem como as inúmeras deficiências enfrentadas pelos profissionais que lidam com tão delicado assunto, entre eles a falta de uma equipe multidisciplinar para acolher e oferecer um acompanhamento a essas vítimas. Ao final da audiência púbica foi dito pela representante do órgão gestor de políticas para mulheres que não havia previsão para a instalação de um Centro de Referência para atendimento das mulheres vítimas em Várzea Grande, somente Cuiabá seria contemplada com a Casa da Mulher Brasileira (projeto do Governo Federal). Algumas mulheres que estavam presentes no evento se comoveram com os números e com a falta de perspectiva e foram buscar informações a respeito de projetos voluntários para ajudar essas vítimas. Nasceu assim a proposta de fundar uma associação para acolher essas vítimas e prestar acompanhamento psicossocial, já que naquele momento tal serviço praticamente era inexistente no município de Várzea Grande. A proposta era simples: convidar psicólogos e assistentes sociais: para prestar esse serviço de forma voluntária e para estruturar a organização da sociedade civil, buscar recursos públicos através de convênios. Através do PAS (Programa de Assistência ao Segregado) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, houve acesso às entrevistas junto aos presos que cumprem pena nas cadeia pública de Várzea Grande, Centro de Ressocialização Carumbé e Penitenciária Pascoal Ramos, onde se detectou um histórico de violência intrafamiliar: abuso físico ou sexual em algum momento da vida deles. Concluiu-se que trabalhar com as mães, chefes de família (fragilizadas e traumatizadas) e seus FILHOS seria prestado um serviço extremamente relevante evitando problemas futuros.