ONG oferece terapia gratuita a mulheres vítimas de violência doméstica

Para dar suporte a mulheres vítimas de violência doméstica, a Liga de Reestruturação das Irmãs Ofendidas no seu Sentimento (Lírios) está oferecendo terapia gratuitamente.


Um das idealizadoras desta Organização Não Governantal (ONG), que atua em Várzea Grande, a advogada Alexandra de Moura Nogueira explica que basta ligar e marcar a consulta, não importando em qual cidade mora, se na Capital ou VG.

Como todos os integrantes da ONG, 2 terapeutas profissionais são voluntárias da causa e atendem às segundas-feiras à tarde e às terças de manhã. Além delas, através da Faculdade de Cuiabá (Fauc), outros 5 estagiários do curso de Psicologia também estão atendendo todos os dias da semana, acompanhados por professor da área.

A Lírios existe desde 2013 e além de oferecer terapia também dá cursos de formação profissional, já que um dos motivos da mulher agredida ficar em relacionamentos abusivos é o medo de não conseguir se sustentar sozinhas. Muitas vezes têm filhos e pensam neles principalmente.

“Por isso, ter um trabalho é fundamental”, explica a advogada Alexandra.

A Lírios paga passagem de ônibus a quem precisar, para ir a terapia ou cursos, e pede que só procurem pela terapia gratuita vítimas que não tenham condições financeiras.

A ONG funciona em uma casa cedida por uma instituição religiosa, porém o serviço não tem ligação com nenhuma igreja. Fica na rua Fraternidade, número 1, no bairro Jardim Imperial 2, em VG. Sobrevive da doação de 25 voluntários que pagam R$ 10 por mês. Recebe também eventuais doações e mantém bazar de roupas e acessórios usados.

De acordo com Alexandra, a intenção é ajudar e também serem ajudados.

Telefone para contato: (65) 99233-5440 / 3684-9877.

Estatísticas

Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017.

São 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

Em Mato Grosso, a ano começou com uma forte “onda” de feminicídio. Na investigação dos casos extremos, a polícia se depara geralmente com históricos que começam com agressões verbais e físicas.